‘O bem deixou de ser referência’, afirma Barroso

Josias de Souza

 

Luís Roberto Barroso, relator do inquérito sobre o caso dos portos no Supremo, divulgou uma nota em resposta à entrevista do ministro Torquato Jardim (Justiça). No texto, Barroso sustenta que decretou a prisão temporária de investigados, entre eles amigos de Michel Temer, a pedido da procuradora-geral da República Raquel Dodge, não em função de “conflito” com o colega Gilmar Mendes. “O bem deixou de ser uma referência”, escreveu Barroso sobre as declarações de Torquato ao blog.

“As prisões temporárias no âmbito do inquérito 4621 foram decretadas a pedido da procuradora-geral da República e revogadas no exato momento em que ela própria assim o requereu”, declarou Barroso. Leia abaixo a íntegra da nota do magistrado:

As pessoas na vida têm direito à própria opinião, mas  não aos próprios fatos”, disse Barroso. As prisões temporárias no âmbito do inquérito 4621 foram decretadas a pedido da Procuradora-Geral da República e revogadas no exato momento em que ela própria assim o requereu. É preciso não ter a menor ideia dos valores que movem uma pessoa como eu para supor que eu possa ter alguma motivação na vida que não seja fazer o que é certo e justo. O bem deixou de ser uma referência no país”

Ministro Luís Roberto Barroso

Prosseguem as audiências do processo da operação Nepoti

Desde segunda (16) prosseguem as audiências no processo da operação Nepoti (um dos braços da Pecúlio que julga os ex-vereadores, Reni, Jooma, Tulio, dentre outros. Nesta ação penal são realizadas oitivas das testemunhas arroladas pelos advogados de defesa. Nesta quarta (18) foi a vez do Henrique Alliana, do jornal Tribuna Popular, ser ouvido. Ele foi arrolado pela defesa do Luiz Pereira e Ivan Sobrinho. Alliana desopilou o fígado, falando por mais de duas horas. Apresentou-se como jornalista investigativo, disse, entre outras coisas, que costuma receber ameaças de mortes, por isso, decidiu usar veículo blindado. As ameaças são consequências de as matérias com denúncias que costuma vincular no seu jornal semanal. A fala do Alliana despertou grande interesse dos advogados e servidores públicos que lotavam a sala da Justiça federal. Podia-se ouvir o zumbido de uma mosca no recito. Suspense total!
Alliana enfatizou que a vereadora afastada Anice Nagib fazia sim oposição ferrenha ao ex-prefeito Reni Pereira. A defesa da vereadora ancora-se exatamente neste foco para demonstrar que ela nunca fez oposição “mitigante” como revelou em delação premiada o Carlos Juliano Budel. Outro bom momento da oitiva foi quando os advogados do Reni Pereira colocaram um áudio com parte da delação do “Melque” em que o mesmo dizia que alguns órgãos de imprensa recebiam dinheiro da fundação Cultural, via “Cantor”, para amenizar nas criticas á administração do Reni. Alliana disse que o Melque faltou com a verdade. Aliás,  nestes capítulos da Nipoti, percebe-se, claramente, que o delator Melquisedeque, o Melque, pode sim ter inventado coisas no afã de sair da cadeia. Não é a primeira vez que se constata isso. Alliana foi inquirido pela juíza Flávia de Mendonça sobre se era do conhecimento dele o tal do “mensalinho” que teria ocorrido na legislatura passada. Foi esse o episódio que oportunizou a prisão dos 12 ex- vereadores. A denúncia foi feita pelo Carlos Budel, o “sereia despelada” que, soubemos, está de novo na terrinha.
Alliana respondeu a juíza que nunca ouviu falar em mensalinho na Câmara Municipal. Só soube disso depois da denúncia do MPF.

Nesta quinta e sexta feira prosseguem ás oitivas de testemunhas deste rumoroso processo.

Amém!

 

 

Kaefer defende gestão privada na Eletrobrás



O deputado federal Alfredo Kaefer (Progressistas-PR) participou da sessão da Comissão Especial que trata da desestatização da Eletrobrás e se manifestou favorável à alteração no regime administrativo da empresa.
“A Eletrobrás não tem como prosperar se não tiver investimentos”, afirmou o deputado. Para ele, a situação da empresa é fruto da política equivocada do governo Dilma, “que quis fazer uma mágica no setor elétrico”.
Atualmente, a Eletrobrás responde por apenas 15% do mercado de energia brasileiro e tem dívidas superiores aos R$20bi, o que torna impraticável a sua recuperação administrativa e onera, consideravelmente, os cofres públicos.
O processo de privatização da Eletrobrás é indispensável para reverter a situação financeira da companhia e garantir os investimentos necessários para suprir a demanda por energia elétrica nos próximos anos.
“Não tem outra forma que não seja a participação mais efetiva da gestão privada em um patamar superior a 50%, até para garantir os direitos dos funcionários. Também, precisamos acabar com os penduricalhos existentes nas empresas públicas de serem sócias de pequenas geradoras de energia, as PCHs”, disse Kaefer.
Para o relator do PL 9463/18, o modelo proposto pelo governo vai levar a uma redução da tarifa a médio prazo, “isso vai proporcionar um aumento na eficiência da Eletrobras, vai elevar o investimento e consequentemente aumentar o nível de emprego no país”.

As frases de Roberto Campos sobrevivem na memória do Brasil que pensa

O economista e diplomata completaria hoje 101 anos de vida

Se estivesse vivo, o economista e diplomata Roberto Campos completaria hoje seu 101º aniversário. Morto em 2001, aos 84 anos, deixou incontáveis frases que viverão para sempre na memória do Brasil que pensa. Algumas delas:

“O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar”.

“Nossa Constituição é uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa do efêmero”.

“Uma vez criada a entidade burocrática, ela, como a matéria de Lavosier, jamais se destrói, apenas se transforma”.

“Continuamos a ser colônia, um país não de cidadãos, mas de súditos, passivamente submetidos às ‘autoridades’ – a grande diferença, no fundo, é que antigamente a ‘autoridade’ era Lisboa. Hoje, é Brasília”.

“Todo mundo sabe que o dinheiro do governo é gasto para sustentar universidades ruins e grátis, para classes médias que podem pagar. Nada melhor. Garante comícios das UNEs da vida, ótima preparação para futuros políticos analfabetos”.

“O doce exercício de xingar os americanos em nome do nacionalismo nos exime de pesquisar as causas do subdesenvolvimento e permite a qualquer imbecil arrancar aplausos em comícios”.

“Sou chamado a responder rotineiramente a duas perguntas. A primeira é ‘haverá saída para o Brasil?’. A segunda é ‘o que fazer?’. Respondo àquela dizendo que há três saídas: o aeroporto do Galeão, o de Cumbica e o liberalismo. A resposta à segunda pergunta é aprendermos de recentes experiências alheias.”

“O PT é um partido de trabalhadores que não trabalham, estudantes que não estudam e intelectuais que não pensam”.

“Nossas esquerdas não gostam dos pobres. Gostam mesmo é dos funcionários públicos. São estes que, gozando de estabilidade, fazem greves, votam no Lula, pagam contribuição para a CUT. Os pobres não fazem nada disso. São uns chatos”.

“É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar ─ bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês. São os filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola”.

“Fui um bom profeta. Pelo menos, melhor que Marx. Ele previra o colapso do capitalismo; eu previ o contrário, o fracasso do socialismo”.

“Segundo Marx, para acabar com os males do mundo, bastava distribuir. Foi fatal. Os socialistas nunca mais entenderam a escassez”.

TSE MANTÉM CASSAÇÃO DE GOVERNADOR E VICE DE TOCANTINS

ELES CONTINUAM NO CARGO ATÉ PUBLICAÇÃO DA DECISÃO GRAÇAS A LIMINAR DE GILMAR MENDES